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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Investir e multiplicar.

Quando se fala em investimento o que lhe vem à cabeça? A aquisição de um apartamento, uma viagem ao exterior, um carro...
Acredite, mas nenhuma dessas alternativas está correta. O primeiro passo para começar a aplicar é entender o que é, de fato, investimento.

Investir é sinônimo de multiplicar. Partindo dessa premissa, fica mais fácil entender porque uma casa, um carro e as viagens não podem ser caracterizados como investimento. Todas essas coisas são bens de consumo. A partir do momento que você adquire algo para seu consumo, este não é considerado investimento.
Investimento é tudo aquilo em que você aplica uma quantia e ela aumenta significativamente de valor, ou seja, tudo aquilo que multiplica sua riqueza. Por exemplo: ao comprar um terreno você estará investindo, se esse terreno for o meio de você aumentar sua renda. E isso pode ser feito por compra e venda ou aluguel.
Mas vale ressaltar que o dinheiro usado para a manutenção também não pode ser considerado investimento. Para não restar dúvidas, “investir pressupõe o acúmulo de lucro que você obtém, para você lucrar cada vez mais com um patrimônio”, explica o economista e consultor financeiro Gustavo Cerbasi, em seu último livro, Investimentos Inteligentes.
Portanto, é considerado dinheiro investido aquele que você não usa para pagar as contas e aplica cada vez mais. No caso de alugar um terreno, por exemplo, de acordo com os entrevistados, é aconselhável aplicar a quantia do aluguel em outro investimento.
Um dos critérios usados pelo BCG (The Boston Consulting Group) para classificar os milionários mundiais pode ser aplicado à classificação de investimentos. Esse quesito define como milionário aquele que tem 1 milhão de dólares para investir. Ou seja, não bastar ter essa quantia e precisar dela para sobreviver. Para entrar na seleta lista é necessário que esse valor esteja “sobrando” em sua conta bancária.
“Investir, em essência, é estar com seu dinheiro onde está o dinheiro dos que estão ganhando”, completa Gustavo Cerbasi.
A cultura nacional do investimento pode ser dividida em três fases. A era do enriquecimento com imóveis, caracterizada pelo fato de que no começo do século XX o Brasil tinha uma economia rural e por esse motivo quem possuía imóveis para vender enriquecia com muita facilidade.

A segunda fase é o período dos juros (até os anos 80), época traumatizante para muitos brasileiros, porque passaram pela longa instabilidade econômica, inflação elevada, quebra da Bolsa do Rio de Janeiro e dos grandes bancos, como Nacional e Econômico. “O fim da inflação criou uma nova perspectiva para o mercado financeiro”, avalia o professor e chefe do departamento da Economia da ESPM, José Francisco de Moraes.
E é nesta perspectiva que estamos inseridos atualmente, pois essa fase é caracterizada por uma economia estável e moeda forte. Neste campo os investidores de primeira viagem devem tomar cuidado, porque em uma economia sólida não há possibilidade de ganho rápido, automático, e, por isso, para investir bem é preciso antes de tudo saber planejar.

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